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Saiba quem votou para manter o aumento da Taxa do Lixo e quem tentou barrar a cobrança em Campo Grande.

Votação apertada na Câmara expôs divisão entre vereadores e decisão que pesa no bolso da população em 2026.

Por: Redação Fonte: Sessão plenária da Câmara Municipal de Campo Grande (10/02/2026), com registro oficial de votação e acompanhamento da equipe do Cenário Atual.
10/02/2026 às 16h46 Atualizada em 10/02/2026 às 19h23
Saiba quem votou para manter o aumento da Taxa do Lixo e quem tentou barrar a cobrança em Campo Grande.
Foto: Reprodução Cenário Atual
 

A Câmara Municipal decidiu manter o veto do Executivo ao projeto que buscava suspender os efeitos do decreto que reajustou a Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares, a chamada Taxa do Lixo, cobrada junto com o IPTU de 2026.

O resultado foi definido por margem mínima. Foram 14 votos contra o veto, que tentavam barrar a cobrança nos moldes atuais, e 8 votos a favor, suficientes para manter a decisão do Executivo, já que eram necessários 15 votos para a derrubada.

Na prática: com o veto mantido, a Taxa do Lixo segue sendo cobrada em 2026, impactando diretamente o valor final do IPTU pago pelas famílias campo-grandenses.

A votação ocorreu em meio a um cenário já tensionado pela decisão judicial que determinou que o reajuste do IPTU 2026 respeite exclusivamente o índice inflacionário. A medida reacendeu o debate sobre os critérios utilizados para calcular os valores e, sobretudo, sobre a falta de comunicação prévia com o contribuinte.

O ponto central da controvérsia é que muitos moradores afirmam ter sido pegos de surpresa em 30 de dezembro de 2025, quando os carnês começaram a circular com valores considerados elevados. A partir dali, a cobrança por explicações se intensificou.

O que muda com a decisão judicial

Com a decisão da Justiça, o reajuste do IPTU deve obedecer ao índice inflacionário do período, reduzindo a margem para aumentos superiores. A tendência é que o Município precise ajustar a cobrança para evitar insegurança jurídica, judicialização em massa e inadimplência.

Durante o recesso parlamentar, a Câmara informou a criação de uma Comissão Especial para apurar os critérios técnicos e legais do aumento. O Legislativo também relembrou a sessão extraordinária de 12 de janeiro, quando aprovou projeto que tornava sem efeito a cobrança da Taxa do Lixo no IPTU 2026, vetado pelo Executivo em menos de 24 horas.

Como votaram os vereadores

Votaram contra o veto (tentaram barrar a cobrança):

  • Ana Portela
  • André Salineiro
  • Clodoilson Pires
  • Flávio Cabo Almi
  • Herculano Borges
  • Jean Ferreira
  • Luiza Ribeiro
  • Maicon Nogueira
  • Marquinhos Trad
  • Otávio Trad
  • Professor Riverton
  • Rafael Tavares
  • Ronilço Guerreiro
  • Veterinário Francisco

Votaram a favor do veto (mantiveram a Taxa do Lixo):

  • Beto Avelar
  • Carlão
  • Delei Pinheiro
  • Dr. Jamal
  • Dr. Victor Rocha
  • Professor Juari
  • Wilson Lands
  • Leinha

Outros seis vereadores estiveram ausentes. Em uma votação decidida por um único voto, as ausências tiveram peso direto no resultado final.

Leitura do impasse

Quando Executivo e Legislativo não alinham critérios técnicos e comunicação com a sociedade, o resultado tende a ser o mesmo: desgaste institucional, judicialização e aumento da desconfiança do contribuinte, que é quem paga a conta no fim do processo.

Fonte: Apuração própria do Cenário Atual, com acompanhamento presencial da sessão da Câmara Municipal de Campo Grande e análise de nota oficial do Legislativo e da decisão judicial citada.
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